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28/03/2008 15:43
MAS E O SORRISO?
O título do texto abaixo pareceu sem sentido, mas é que levei um susto enorme ao (re) encontrar uma antiga musa inspiradora, aquela dona do mais belo sorriso e que tanto me cativou numa época. Pois a vi noutro dia, bela como sempre, porém sem o característico e sedutor sorriso. Notadamente incomodada com algo, provavelmente relacionado ao amor, sempre ele. Espero que ela volte logo a exibi-lo.
enviada por Cassio
28/03/2008 15:38
CADÊ O SORRISO?
Fiquei esse tempo todo sem postar aqui no blog por absoluta falta de tempo e de motivação. Muito trabalho, correria sem fim, falta de inspiração, e como se não bastasse, tive uma amnésia temporária, pois não lembrava da minha senha nem com reza brava. Mas isso não é desculpa mesmo, só uma forma de eu me enganar. Estou de volta, espero que cheio de gás, pronto a colocar mais textos de minha autoria, juntamente com curiosidades e outras notícias.
enviada por Cassio
21/08/2007 14:12
PEIXES
Curtia eu um daqueles momentos de ócio que tanta falta faz ao ser humano. Ócio no sentido mais filosófico possível. Pensava a respeito dos peixes. Não há nada mais fascinante do que esses estranhos seres que habitam as águas do planeta. Das profundezas dos mares distantes ao raso de pequenos aquários domésticos, passando pelos infindáveis rios e canais que atravessam a Terra, são espécies dignas de total admiração. Cores, sons, balés aquáticos. Além disso, carregam enorme carga de simbolismos. Na Bíblia, por exemplo, é normal serem associados à fertilidade, sem contar na presença em várias passagens da vida de Jesus Cristo, incluindo aí um de seus mais famosos milagres. Da mesma forma é um dos signos do zodíaco que mais caem no gosto geral. Como não entendo absolutamente nada do assunto, apego-me a uma definição que copiei na internet, na qual o pisciano é "especialmente sensível aos animais em situação de sofrimento. Seu posicionamento claro, franco e simpático muitas vezes permite que os outros a manipulem, empurrando-a daqui para lá, especialmente na vida profissional". A simpatia natural dos peixes é usada até em metáforas e usos de sentido figurado, como os já famosos parceiros do craque Romário, para quem um cara legal é Peixe. Bacana essa apropriação. Valho-me dela para chegar ao ponto de partida de tanta divagação. Pessoa legal, posicionamento claro, franco e simpático, e acrescento ainda, senso de humor, inteligência. Peixe é isso aí, portanto, marca registrada de qualidade. Quer saber, adoro peixe!
enviada por Cassio
20/08/2007 15:48
QUE BELEZA
Ando meio sumido deste espaço, ora por falta de tempo, ora por ausência de inspiração mesmo. Incrível, mas também preciso de um tempo para deixar aflorar novas idéias e textos interessantes para os parcos leitores. Me sinto extremamente feliz quando fico sabendo que alguns ídolos continuam frequentando o blog para conferir meus escritos. É o caso da proprietária do sorriso mais atraente e espontâneo que conheço. Só de saber que conto com sua audiência já me serve de combustível para novas empreitadas literárias. Em breve haverá mais crônicas para o deleite dela e de todos que já manifestaram admiração pelos meus escritos.
enviada por Cassio
29/06/2007 15:10
O QUE ESTOU OUVINDO
Amy Winehouse - Back to Black
Entre as minhas preferências musicais sempre dexei espaço generoso para a música negra americana dos anos 50 e 60. Rock, blues, jazz, soul, tudo cabe na minha estante. Na virada da década de 50/60 houve uma proliferação de grupos vocais masculinos e femininos. Duas gravadoras, a Stax e a Motown impulsionaram uma sonoridade típica e que rendeu milhões de discos vendidos, além de consagrar nomes como o do produtor Phil Spector, por exemplo. Toda essa introdução serve apenas para contextualizar o disco da inglesa Amy Winehouse. Branca, jovem, desbocada, a britânica ostenta um vozeirão que remete a grandes divas como Aretha Franklin, Etta James e outras. Calma, claro que ainda falta muito pra que Amy chegue aos pés das citadas, mas está no caminho certo. No segundo CD da carreira, Back to Black, ela se cerca de bons músicos e excelentes arranjos para desfilar um repertório claramente calcado nas produções sessentistas. Um disco que remete imediatamente àquela atmosfera de época, capaz de colocá-la, ao lado da também branquela e louraça, Joss Stone, na condição de candidata a diva de uma música negra que cada vez mais flerta com as origens. Um belo disco, gostoso e agradável, de uma cantora que vislumbra carreira promissora.
enviada por Cassio
29/06/2007 14:46
NO BANCO DA PRAÇA
Da Série Minhas Crônicas
Rodolfo gostava de pensar. No banco da praça, na tarde tranqüila de um inverno morno, refletia sobre os momentos passados. Sua vida seguia calma, sem sobressaltos. Bem no trabalho, com a confiança dos superiores, na vida íntima levava adiante a forma simples e humilde de alguém que não nutria grandes ambições. Não que fosse um cara acomodado, despretensioso, sem garra e sem tesão. Mas nem de longe fazia o perfil tão admirado nesses tempos de competição atroz. Gostava de pequenos prazeres como ouvir música, uma boa leitura, diversão e arte. Naquele momento de paz interior e exterior, na praça ocupada por jovens recém saídos da escola, crianças gastando a energia acumulada nos apartamentos, casais de namorados em plena curtição de um amor ainda imberbe, fazia ele um ato de reflexão. Rodolfo estava desejoso de emoções. Solteiro, há meses largara uma paixão avassaladora e um tanto desproporcional por uma bela jovem de sorriso magnetizante. Não a vira mais e nem por ela restava algo daquilo que antes o atormentava. O encanto se quebrara e ficara a amizade sincera e honesta, firme o suficiente para que não se esvaísse nos tempos em que a assediava. Em sua mente ainda havia a sensação de que tudo poderia ter sido diferente caso não precipitasse a exposição de um desejo juvenil. Parece até que foi ontem, pensava. O atropelo dos dias atuais coloca tantas coisas em nossa frente que o acontecido de outrora fica mais distante ainda. Sentia saudades do papo, da confiança e da admiração que aquela jovem por ele demonstrava. Ela se foi, percorrer outras trilhas, desbravar novos mundos e buscar a realização em outros feitos. Deixou o brilho e as recordações. E Rodolfo seguiu adiante, pensando e relembrando. Feliz por estar ali, naquela tarde tranqüila de um inverno morno, no banco da praça, curtindo a vida.
enviada por Cassio
21/06/2007 15:00
O SABOR DAS PALAVRAS
Da Série Minhas Crônicas
Vem de longe o gosto do homem pelos prazeres da comida. Desde a antiguidade o ato de comer merece registro nos alfarrábios. Com o passar do tempo e o desenvolvimento da gastronomia, vários termos e palavras foram surgindo, alimentando o vocabulário universal. Comer, e mais ainda, degustar, passaram a integrar o seleto grupo dos grandes prazeres da vida. Não vai aqui, de forma alguma, qualquer desrespeito à imensa parcela da população mundial, para quem comer é palavra quase extinta do vocabulário.
Para vocês terem uma idéia, sabem quantas palavras da língua portuguesa estão relacionadas à gastronomia e comida? Quantas expressões e ditos populares? Dá gosto ler textos que se referem ao bem comer, de autores que usam as palavras com o mesmo prazer e volúpia com que se deliciam à mesa. Através da literatura vemos o quanto nossa vida é uma extensão da cozinha. Eu mesmo, caçula que sou, sempre fui carinhosamente chamado de raspa-do-tacho.
Na minha casa tem ainda minha irmã, apelidada de manteiga derretida, só porque tem o hábito de chorar à toa. Já meu irmão, de tão teimoso, é carne-de-pescoço. Quem nunca levou um bolo da namorada ou namorado? Quantos relacionamentos azedaram vida afora? E há coisas tão fáceis, que achamos mamão com açúcar.
Nos tempos de meu pai, as meninas bonitas eram chamadas de docinhos de côco, uns filés, de acordo com um guloso vizinho. Sem falar nos abacaxis que descascamos quase diariamente. O tempo inteiro estamos falando de comida, no sentido figurado ou no literal mesmo.
Todos nós, que tivemos um dia que engolir o Zagallo, vimos grandes goleiros paparem frangos indigestos. No futebol sempre foi assim. Na última Copa do Mundo, enquanto o Brasil praticava um futebol sem sal, levando a competição em banho-maria, a seleção italiana foi comendo pelas beiradas, chegando à final contra a pátria da alta gastronomia, a França. No embate entre a alta cuisine e a velha tradição italiana, os gauleses foram devorados pelos adeptos da massa, e serviram o champanhe aos da terra da bota. E nós temos até hoje a turma de Zidane atravessada em nossa garganta.
Falar de comida atrai tanto a atenção que nos anos negros da ditadura militar, o jornal O Estado de S.Paulo, impedido pelo governo de publicar editoriais e outros artigos, recorreu a receitas culinárias para ocupar o espaço. A música popular brasileira também é um prato cheio: caju, mamão, maçã, banana, limão, açaí, fruta-do-conde (!), uva, um pomar inteiro já figurou em inúmeras canções. Isto para ficar apenas nas frutas, pois de carnes a massas, almoços e jantares, restaurantes e bares, tudo já passou pela MPB. Na literatura nem se fala. Todos os grandes escritores e autores brasileiros já escreveram sobre comida ou têm, no ato de comer, uma tarefa quase ritualística.
Taí, comer é um ritual. Não digo simplesmente ingerir alimentos para matar a fome. Digo comer com prazer, com calma, com emoção. Em torno da mesa é que se tomam as decisões mais importantes da vida. Não é por acaso a figuração da Santa Ceia como um dos principais momentos da celebração católica. Além de um grande prazer, comer recheia nossa língua, temperando-a com o sabor das palavras, o aroma das letras e nos dando a grande satisfação de ter o estômago, e a mente, forrados.
enviada por Cassio
20/03/2007 16:33
VULCÕES
Algumas das imagens bais belas são aquelas das erupções vulcânicas, com seus rios de lava escorrendo, abrindo caminho através das chamas líquidas que são expelidas pelas crateras. Assustadores fenômenos, que arrastam consigo qualquer coisa que esteja pelo caminho, não poupando nada nem ninguém. Muitas vezes nos valemos dessas maravilhas da natureza, a despeito de todo o terror que causam em quem por perto vive, para sugerir comparações. Transformamos o substantivo em adjetivo, nos valemos da imagem da incandescência interna para traduzir, por exemplo, uma mulher que transpira desejo e estampa na face e no corpo o calor que certamente preenche seu interior. E no imaginário masculino, as altas temperaturas que vão criar a explosão no momento de intenso prazer e gôzo certamente ocupam lugar de destaque. Talvez não haja melhor forma de comparar o sentimento e o fascínio que temos com essas figuras tão intensas, que assustam os homens quando soltam suas chamas e lavas, mesmo que seja exatamente isso que esperamos e desejamos.
enviada por Cassio
27/12/2006 15:47
JAMES BROWN
O fim de 2006 reservou uma notícia triste para os amantes da música. A morte do genial e controvertido James Brown caiu como uma bomba. Louco para muitos, destemperado, polêmico, mas absolutamente imprescindível para a música negra americana e para o rithm and blues e também para o pop. Criador do funk, um dos pilares da soul music, autor de clássicos e mais clássicos, influenciou músicos de diversas gerações e vertentes. Das baladas chorosas de levada bluesy aos grandes arremates sonoros e dançantes que desembocaram no funk, e depois no Rap e no Hip Hop. James Brown, grande figura, que vá embalar a festa no Céu, com muito balanço e suingue.
enviada por Cassio
21/12/2006 15:01
BELEZA FEMININA
Da Série Minhas Crônicas
Faça uma pesquisa com o público masculino e pergunte o modelo de beleza ideal para a mulher. As respostas poderão variar. Há quem goste das morenas, assim como as ruivas têm seu público fiel. Mas a grande maioria responderá, provavelmente, que a mulher ideal tem que ser loira, de olhos azuis ou verdes, sorriso encantador, simpatia a toda prova, e ainda por cima, inteligente. Dirão os mais apocalípticos que tal modelo não existe. Pois eu digo, senhoras e senhores, que existe sim, e eu a conheço. Claro que há controvérsias. Por exemplo, ela diz que não é loira. Para tirar a prova, infelizmente não pude e nem poderei conferir o último resquício que poderia atestar a real coloração de seus belos cabelos. Não por falta de interesse, pois sou homem o suficiente para imaginar quão delirante deve ser o conjunto de provas. Mas não me foi dada essa liberdade e nem confiança. Não me importo, já que, repito, provo com meus olhos e testemunhos que da beleza imaginada pela macharia há certamente um exemplar à solta. E não é só isso. Cabelos lisos e compridos, soltos ao vento, esvoaçando para o delírio da rapaziada, apenas emolduram um rosto delicado, de traços finos e cuidadosamente desenhados pela melhor equipe de artistas celestiais. Acha pouco? Experimente ouvi-la sussurrar em seu ouvido. Voz rouca, rascante, sensual e deliciosamente provocativa. Diria até mais. Erótica, meus amigos! Corpo mignon, como diriam os mais velhos, tentadora flor da juventude, com a natureza estampada em suas formas. E os olhos? Verdes como o mar de Búzios. Ali podemos imaginar quão límpidas e profundas são as águas daquela guria. Entretanto, não estou aqui para desfilar termos e convicções tipicamente machistas. Quero apenas atestar que conheço e compartilho da amizade de uma bela jovem, fruto de uma família que contribui com três musas para a nossa bela cidade, cada qual mais linda e que corroboram com a fama de local das mais bonitas mulheres do país. Essa de quem vos falo tem ainda um trunfo sobre as demais. É atleticana, das boas (nos vários sentidos), e valoriza por demais a magnífica torcida alvinegra. Agora vem a melhor parte, nada surpreendente, nem tampouco absurda ou rara, pelo contrário. É inteligente. Não estou aqui querendo transmitir qualquer espanto, pois inteligência não é artigo raro nas fêmeas. Porém, quando se tem tanto atributo físico e fisionômico, e soma-se a isto os dotes do pensamento, aí meus caros, é um perigo. É capaz de desviar cursos d'água, mover céus e terra, tremer alicerces e amolecer corações empedrados. Sorte minha, que consigo escapar das tentações e encará-la como uma amiga do peito (ops, sugestiva e perigosa frase), colega de profissão e companheira de fé no glorioso Galo. Para os babões, digo que fiquem calmos. O coração desta gatíssima parece já ter dono, mas nunca é tarde para entrar na fila de pretendentes. Com alguma sorte, conseguirá uma senha que o coloque na 500.680 posição entre os postulantes. A esperança é a última que morre, diz o ditado.
enviada por Cassio
19/12/2006 17:11
MARCAS
Da Série Minhas Crônicas
Seus olhos tinham o brilho de uma flecha, penetrantes e cortantes como a lança de uma amazona dos nossos tempos. Guerreira implacável, armava-se de um sorriso desconcertante, capaz de derrubar o mais forte dos adversários e derreter o mais gélido dos semblantes. Inquieta, não era capaz de se deter e reter em apenas um objetivo. A rapidez de uma mente ativa e brilhante, que a dotava de braços e tentáculos capazes de absorver várias coisas a um só tempo, também a impulsionava a novas conquistas. O charme natural era responsável por tirar do caminho quaisquer que fossem os obstáculos, sem necessidade de recorrer à violência física. Voz inconfundível e diferente, como trombeta a anunciar sua presença. Talentos não lhe faltavam. Mas da mesma forma com que surgiu e marcou território, conquistando o que tinha ao redor, sumiu em uma névoa misteriosa e infeliz, por deixar apenas um imenso vazio, sem rastro dos caminhos que possam ter sido seguidos pela amazona. Sabe-se que hoje desfila por outras passarelas, vestindo e revestindo de cores e formas novas guerreiras. Mas deixou cravado o sorriso, o olhar e o brilho próprio. Únicos, intransferíveis e inesquecíveis.
enviada por Cassio
19/12/2006 16:46
AMIGOS
As amizades são bens preciosos que satisfazem a necessidade do ser humano pelo relacionamento. Pude no período em que estou no Galo conhecer muitas pessoas e transformar muitas delas em figuras importantes na minha caminhada. Conhecidos, colegas, companheiros e amigos, há várias categorias, cada qual com sua importância e valor. Posso dizer que este ano foi o mais rico no que diz respeito às amizades conquistadas. No trabalho e no dia-a-dia. Não vou citar nomes aqui para não ficar depois com peso na consciência por deixar de fora alguém. Mas são muitas, e de qualidade.
enviada por Cassio
19/12/2006 16:43
TRABALHO
Um ano simplesmente desgastante, estressante, mas prazeroso. A dor da queda para a segundona foi superada pela alegria da subida, do título. Mais do que isso, a satisfação de ver as coisas entrando no rumo certo, o clube funcionando bem na parte administrativa e financeira. O dinheiro assegurado no fim do mês dá uma tranquilidade total. Ver e participar, de forma intensa e direta, de um trabalho tão custoso e cheio de obstáculos é bem diferente de apenas torcer pelo time do coração. Daí sentir-me como parte, ainda que ínfima, de todo o contexto. Uma grande satisfação pessoal e profissional. O reconhecimento da imprensa esportiva ao trabalho da assessoria é a resposta que precisamos para levar adiante nossos projetos e nossa forma de conduta, sempre baseada no respeito e no cultivo ao bom relacionamento.
enviada por Cassio
19/12/2006 16:37
FELIPE
Em 2006 acompanhei de perto o crescimento e o desenvolvimento do Felipe, meu filho mais do que adorado. Hoje ele tem três anos e meio. Fala tudo, muita coisa de forma incorreta, o que se torna ainda mais engraçado. O vocabulário infantil é mesmo divertido e às vezes até torcemos para continuar assim. É genioso igual à mãe, com personalidade forte e um tanto mandãozinho. Mas uma criança adorável, carinhosa, sempre sorridente e moleque demais. Mesmo tendo viajado um bocado e passando boa parte dos meus dias no trabalho, consegui dar conta do recado e tenho cumprido com louvor e prazer o papel de pai, super coruja, diga-se.
enviada por Cassio
19/12/2006 16:33
LEMBRANÇAS DO MEU PAI
Foi um ano difícil pra mim, dede que meu pai morreu, em 17 de dezembro de 2005. Sensação estranha, a de não vê-lo nos almoços de sábado e lanches de domingo, sempre à cabeceira da mesa, com a economia verbal que lhe caracterizava, mas atento a tudo e a todos. Paciente, irônico, lacônico, espirituoso, interessado em tudo, observador e divagador ao mesmo tempo. Um exemplo de correção, de retidão, de seriedade e de ética, pessoal e profissional. Sinto a falta dele, sem transformar isso em drama ou sofrimento. Apenas saudade e certeza de que ele está lá em cima de olho em todos nós.
enviada por Cassio
19/12/2006 16:27
FIM DE ANO 1
2006 vai chegando ao fim, e com ele aquele festival de retrospectivas que já se tornou tradicional. Eu, para entrar nessa, também tenho algumas coisas que marcaram muito minha vida no ano que se encerra, tanto no aspecto pessoal quanto no profissional. Momentos que entraram definitivamente para a minha história e que farão parte das conversas com meu filho e meus netos.
enviada por Cassio
07/12/2006 17:12
SE A MODA PEGA
Com a crise na aviação brasileira atingindo o caos, soa até estranha a notícia abaixo. Mas não deixa de ser engraçado. Se fosse no Brasil geraria uma grande repercussão, chacota nacional e mundial.
Passageira causa pouso de emergência por causa de flatulência
Enviada por Márcia Braga (Portal IG)
Segundo informações da Reuters, oficiais de segurança aérea enfrentaram um problema inédito quando uma passageira acendeu um fósforo no banheiro do avião para mascarar o odor de uma flatulência, resultando em um pouso de emergência nesta segunda-feira, em Nashville, de um vôo da American Airlines que ia de Dallas a Washington, D.C.
Outros passageiros afirmaram que perceberam o odor de fósforos queimados, mas a mulher não admitiu quando questionada sobre o assunto; ela estava assustada e envergonhada.
Lynne Lowrance, uma porta-voz do aeroporto de Nashville, disse que todos os passageiros tiveram que desembarcar e toda a bagagem foi vasculhada com a ajuda de cães, resultando em três horas de espera.
Depois de resolvido, todos os passageiros embarcaram de novo no avião, com exceção da mulher, que foi proibida de voar novamente pela American Airlines, mas como o incidente não foi intencional ela não sofrerá nenhuma acusação.
É permitido aos passageiros portar quatro jogos de fósforos feitos de papel, mas eles não podem acendê-los durante o vôo.
enviada por Cassio
08/11/2006 12:27
EMOÇÃO
A vida do ser humano é repleta de momentos marcantes, situações em que os sentimentos afloram e as emoções brotam da alma, do coração. Instantes do mais puro sentimento, ora motivados pela dor e pelo sofrimento, ou também pela alegria e pela realização. O futebol tem o poder de despertar nas pessoas, sobretudo nos brasileiros, os mais diferentes instintos. Ódio e violência, responsáveis por espetáculos deprimentes dentro e fora dos gramados. Mas nada tira a beleza e a plasticidade do esporte, e sobretudo, nada supera o prazer de ver nos rostos e semblantes de todos, atletas e torcedores, a alegria das conquistas, por mínimas que sejam. No dia 7 de novembro, após a vitória do Atlético sobre o São Raimundo, pude experimentar uma dessas ocasiões mágicas. Momento diferente, contrário a 2005, quando a dor da queda para a segunda divisão, após um empate contra o Vasco, no Mineirão, gerou lágrimas embaladas pelo canto intermitente e doído da torcida. Pois ontem foi a redenção. Alegria impossível de conter e disfarçar. Alívio por sair do purgatório, onde foram espiados vários pecados, e estar de volta ao convívio com os outros grandes do futebol brasileiro. Felicidade pela concretização de um trabalho, e pela sintonia entre time e torcida. Esta, por sua vez, foi novamente a fonte principal da energia despendida em campo. Uma platéia inflamada, barulhenta, apaixonada, que transformou o amor pelo clube em sons e cores capazes de fazer do Mineirão um mosaico de beleza indescritível. A noite de 7 de novembro entrou pra história. Uma noite mágica, emocionante, marcante.
enviada por Cassio
07/11/2006 12:22
MÚSICA
Nos últimos dias não pude me dedicar a um dos meus prazeres favoritos, ouvir música. Estou tão envolvido no processo de subida do meu Galo à primeira divisão que só tenho dado ouvidos aos programas esportivos. Mas outro dia, escutando um radiozinho básico, me veio a idéia de listar os dez artistas mais chatos da música brasileira, aqueles que eu não aguento ouvir, por motivos diversos. Não entro no mérito se é bom ou não, até porque, nem tudo que gosto de ouvir passa no crivo dos especialistas e nem tudo que não gosto pode ser classificado de ruim. É uma questão pura e simplesmente de gosto, e isso não se discute. Portanto, abaixo vai a minha lista negra. A ordem não é necessariamente pelo que mais detesto, é aleatória.
1 - Maria Rita
A filha da Elis é muito boa cantora, que fique registrado. Lembra muito a mãe e lançou um disco há alguns anos que encantou a mídia e o público. Mas tem umas musiquinhas chatas demais, pegajosas, com uns trejeitos vocais e arranjos sambadinhos irritantes. Não suporto mais ouvi-la e não aguento os fãs que se mostram embasbacados com ela.
2 - Zélia Duncan
Dona de um timbre vocal único e bem bacana, tem um repertório chato e cansativo. A música Alma é uma das mais chatas que já ouvi na vida. E ela ainda pagou o Micão de participar do revival dos Mutantes nuns shows pela Inglaterra, lamentável.
3 - Ivete Sangalo
Tudo bem, a baiana é bonita pra caramba, tem um corpão e canta muito. Mas que saco essa overdose de Sangalo. Tá em todos os programas, faz anúncio de cerveja, sandália, macarrão, vai em mesa-redonda de futebol e ainda nos brinda com um tanto de música que já encheu o raio da paciência. A poeira dela já baixou, mas ela não larga da mídia, ou é o contrário? Aliás, falei dos atributos físicos e vocais da Ivete, e nesse quesito ela perde e muito pra Cláudia Leite, do Babado Novo. Essa sim é gata.
4 - Chico Buarque
Calma galera, respeito bastante o passado do Francisco. Já nos legou pérolas e obras-primas que fizeram e fazem história ainda hoje. Construção é um musicaço e não dá nem pra listar aqui todas as boas músicas dele. Mas há muito ele deixou de ser um bom cantor (há quem diga até que ele nunca chegou a ser um), e os últimos trabalhos dele são medíocres, nem sombras do que um dia foi nosso velho Chico. O show que ele fará em Beagá em dezembro teve uma das mais tumultuadas e ridículas vendas de ingressos, com fãs se engalfinhando pra arranjar um lugar na platéia. Se me dessem de graça eu juro que distribuiria ao primeiro interessado.
5 - Marisa Monte
Outra que canta muito e que tem uma trajetória artística de respeito. Mas vai tomar banho com aquelas musiquinhas chatas que fez com o Carlinhos Brown e o Arnaldo Antunes, fora os sambinhas e canções que fazem a alegria dos "mudernos" e também dos mais conservadores. Já até fui num show dela há muitos e muitos anos, e lembro que gostei. Hoje, nem de graça. E quando toca no rádio, mudo na hora.
6 - Leonardo
O irmão do Leandro enveredou por um caminho pior do que o já trilhado pela dupla. A morte do mano fez de Leonardo um ícone do romantismo brega e sentimentalóide. Letras carregadas de sofrimento, ajudadas pelo canto espremido e gaguejante, bem chato. E ainda se reveza todos os domingos e em outros dias também nos diversos programas de auditório que adoram a presença dele. Como se não bastasse, temos que aguentar o mala vendendo remédio, sabão em pó e outras coisas.
7 - Daniel
Esse eu não ouço e as rádios que gosto de escutar ainda não abriram espaço pras músicas (?) dele. Mas o jeito de bom moço e garanhão família que faz a alegria de uma parcela da mulherada simplesmente me enojam. Detesto o repertório do galã, ainda mais que ele reveza com o Leonardo nos programas da tevê. Lixo total.
8 - Renato Russo
Outro que peço calma aos fãs e defensores. Não questiono a genialidade e a qualidade do ex-líder da Legião Urbana. Acompanhei a trajetória do grupo desde os primórdios, pois morava em Brasília e vi alguns shows deles antes mesmo de fazerem sucesso. E acho os dois primeiros discos da banda essenciais na prateleira de qualquer roqueiro. Daí em diante, o grupo se tornou apenas suporte pros devaneios e crises depressivas do cara, que começou a despejar um punhado de músicas chatas, negativas, pegajosas e melancólicas. Não aguento nem o início.
9 - Sandy
Deixei de fora o Junior porque ele não fede nem cheira. Dizem que ele é fera, musicalmente falando, mas quem aparece mesmo é a irmã. Bonita, até que ela canta bem, tem voz boa, mas é chata que dói. Não gosto do timbre e muito menos do jeitinho meigo de ser, muito embora ela se esforce pra apagar essa imagem de virgem sonhadora. Pouco, muito pouco pra aguentar hits como Vamos Pular e a versão brasileira pra canção do Titanic. Agora vem cá, se no original, com a mala sem alça da Celine Dion (certamente uma das integrantes da minha lista internacional), a música já é um saco, imagina em português com a Sandy.
10 - Zeca Pagodinho
O simples fato de eu não gostar de pagode não seria suficiente pra colocar o malandro na lista. Mas a transformação de maldito em queridinho, fazendo dele um "marginal chique", ídolo de brancos e negros, ricos e pobres e demais categorias de fãs, encheu. Sem contar que ele virou trilha sonora da seleção brasileira, com direito a passinhos de samba da Fátima Bernardes e tudo. Parei depois dessa.
enviada por Cassio
07/11/2006 11:28
CHEGA
O tema político pra mim já se esgotou neste espaço. Não gosto de ficar destilando conceitos e preconceitos e também acho que o assunto é deveras complexo pra se reduzir a chavões e discussões rasteiras e superficiais. Portanto, deixa o home trabalhar e vamos ficar de olho nas bandidagens.
enviada por Cassio
07/11/2006 11:26
SUMIÇO
Putz, fiquei tanto tempo sem atualizar o blog que nem sei mais o que escrever. Tantas coisas aconteceram...O Lula foi reeleito, pra alegria de uns e tristeza de muitos outros. Não votei nele, anulei o voto em protesto à traição de que fomos vítimas. Mas também não aguentava mais o discurso pasteurizado do Alkmin e de toda a paulistada metida a besta que comanda o PSDB. A mídia também me decepcionou muito, numa parcialidade gritante e com uma retórica irritantemente elitista, o que, a meu ver, acabou ajudando na eleição do atual presidente. O povo não crê mais nessas forçações de barra da imprensa. Chega de Mainardis, Jabores e outros cães que ladram, não mordem e ainda se prestam ao papel de polêmicos da vez.
enviada por Cassio
09/10/2006 13:03
DEBATE
Não gostei muito do primeiro debate dos candidatos que sobraram. Lula e Alkmin ficaram num bate-boca chato e sem esclarecimento quase nenhum sobre as várias dúvidas e indagações. O Lula procurou se esquivar do óbvio questionamento sobre os escândalos em seu governo e o Alkmin parecia que não sabia falar de outra coisa. Poderia ser bem melhor, embora fosse previsível que ficaria naquilo. Vamos ver os próximos.
enviada por Cassio
02/10/2006 12:49
MAIS ELEIÇÕES. SEGUNDO TURNO
Passou rápido. O Brasil dá exemplo de como se fazer eleições sem sobressaltos e sem confusões. Resultado quase instantâneo, não temos aquela novela de apuração, acusações de fraudes, suspeitas etc. Na campanha presidencial teremos segundo turno. Bom por um lado, pois mostrou que o povo tá meio desapontado com tantos escândalos de quem sempre pregou a ética e a transparência. Mas corremos o risco de trocar seis por meia dúzia. Sai o Lula e o PT, levando toda a quadrilha que se instalou no Planalto, e pode entrar Alkmin e a trupe metida a besta do PSDB. Um partido que sempre se achou o supra sumo da intelectualidade e sempre se pautou pela soberba. O ex-presidente Fernando Henrique não era do povo e nem se importava com ele. Os escândalos também aconteciam e muitos deles estouraram somente agora, levando à confusão de que foram criados e provocados pelos petistas. A mídia da época estava encantada com o jeitão estadista charmoso do FHC e não tinha a mesma atitude diante de vários casos de corrupção. Basta lebrar das privatizações, da mudança do tempo de mandato, dos bancos Marka e Fonte Sindam, do Sivam e vários outros deslizes mal explicados ou nem isso. Portanto , estamos entre a cruz e a espada. Que o povo pense e se prepare para os próximos quatro anos.
enviada por Cassio
01/10/2006 10:24
ELEIÇÕES
Hoje é dia de votar. Confesso que há muito tempo, desde que votei
pela primeira vez, não tinha tão pouco entusiasmo na escolha dos nossos governantes, principalmente o presidente. Decepcionado, desencantado, invocado, enfim, tô tão desanimado com os inúmeros escãndalos desta corja petista que se instalou no poder, que nem vontade de ir às urnas eu estou. Sempre votei no Partido dos Trabalhadores, sempre votei nos políticos do PT, e agora fico estarrecido com tantas falcatruas, falta de ética, de respeito e consideração com todos aqueles que acreditaram um dia no discurso utilizado por eles. E ainda vemos uma parcela de militantes fechando os olhos, achando que tudo não passa de uma
conspiração direitista, uma armação das elites e dos grandes banqueiros que não podem ver o "sucesso" da administração Lula. Santa ingenuidade, diria o Robin. A lógica do "rouba,mas faz", tão aribuída a governos passados, e duramente combatida pelos petistas, hoje é usada com a mesma cara-de-pau por esses pseudo defensores de uma esquerda que há muito se perdeu na própria arrogância, falta de horizonte, ausência total de respeito e dignidade. Que o Lula e seus asseclas, que tanto nos entristecem com a ladroagem institucionalizada, caiam do cavalo e se mandem das nossas vidas. Mas sem dinheiro nas cuecas.
enviada por Cassio
28/09/2006 15:20
MARÍLIA
Bonita, gostosa, simpática, atraente e agradável. Não é da cidade de Marília que falo, mas de uma gata homônima que conheci no hotel. Na verdade nem tive muito contato, apenas alguns instantes de papo agradável e prazeroso, mas que valeram por cortar um pouco o tédio do isolamento que nos cercava. O barato dessas viagens que fazemos é justamente a oportunidade de conhecer os lugares e as pessoas. De cada cidade trazemos lembranças e casos. Desta vez trago de Itu, cidade em que tudo é grande, uma grande satisfação em conhecer uma grande gata, de enorme simpatia e com um sorriso de gigantesca beleza. Posso dizer que, mesmo em tão pouco tempo e num contato bem superficial, ela já se tornou uma grande amiga.
enviada por Cassio
28/09/2006 15:10
ITU
Também visitei a cidade dos exageros pela segunda vez. Em ambas quase não conheci o município, pois fiquei em hotéis distantes do centro. Desta vez nos hospedamos em um Spa Resort, a uns 10 quilômetros da cidade. Local maravilhoso, aconchegante, bucólico, cercado de verde, árvores frutíferas e uma paisagem de tranquilizar o mais estressado dos homens. O hotel tem tudo de bom que se exige e é capaz de atender aos mais exigentes. Desta feita nem pude comprar aqueles tradicionais objetos gigantes, que tanto fazem a fama de Itu. Na cidade mesmo eu não fui, infelizmente. Mas o que importa é que ganhamos o jogo e trouxemos os três pontos.
enviada por Cassio
28/09/2006 15:02
BELÉM
Cidade interessante a capital paraense. Foi a segunda vez que a visitei. Bem diferente das cidades do sul e sudeste, guarda várias características da região, bem como indica a diferença econômica e social com relação aos grandes centros do Brasil. Porta de entrada para a Amazônia, é uma cidade bem antiga, com casarões e ruas de pedras que nos remetem a séculos passados. Infelizmente é ou está feia, suja e com nítidos sinais de empobrecimento, que podem ser conferidos no grande contingente de moradores de rua e pedintes. Mas também tem seus encantos, como a região portuária, com os rios e o cais recheados de gente e de produtos da pesca que sustentam boa parte do município. Sem contar no mercado Ver o Peso, sujo e fedorento, mas indispensável. E tem um centro cultural digno de nota. Fica no antigo lugar das docas. Cheio de bares, restaurantes, tem galeria de arte, centro de compras de produtos da terra, artesanato, chopperia, tudo com requinte e beleza. Realmente de altíssimo nível, ponto de parada obrigatório. É uma cidade de vários contrastes. Achei o povo muito feio, não agrada aos meus padrões de beleza não. Se bem que isso pouco importa né.
enviada por Cassio
28/09/2006 14:47
VIAGENS
Passei muitos dias sem atualizar este espaço. Um misto de preguiça e falta de tempo me impediu de agraciar os parcos leitores com meus escritos. Mas cá estou de volta e pronto a manter em dia, sempre que possível, claro, o blog. Também estive viajando a trabalho, acompanhando o meu glorioso Clube Atlético Mineiro nos jogos contra o Remo, em Belém, e contra o Ituano, em Itu. Viagem longa e cansativa, com várias horas de vôo e alguns chás de cadeira nos aeroportos da vida. Valeu pelos pontos trazidos de Itu, já que no Pará acabamos perdendo um jogo que esteve em nossas mãos. Tudo bem, viajar é sempre bom para conhecermos lugares e pessoas.
enviada por Cassio
11/09/2006 12:06
11 DE SETEMBRO
É inevitável. Todo mundo se lembra o que fazia e onde estava no dia 11 de setembro de 2001. Um dia que entrou definitivamente para a história da humanidade. Sob os olhares estupefatos de milhões de pessoas, que acompanhavam pelas câmeras de tevê as imagens dos aviões se chocando com as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, configurou-se no maior atentado terrorista de que se teve notícia. Cenas chocantes, dignas das superproduções de Hollywood, inacreditáveis e absolutamente arrebatadoras. Mudou radicalmente o curso da história, deflagrou uma campanha violenta contra o terrorismo, provocou a invasão americana do Afeganistão e culminou na guerra contra o Iraque. Foi um marco divisor que mudou conceitos, formulou teorias e também gerou infindáveis e infundados boatos e teorias das mais estapafúrdias, que circulam ainda hoje pela internet. A propósito, neste dia eu estava cobrindo o treino do Independiente, da Argentina, no Mineirão. Os repórteres receberam as primeiras notícias, mas tão desencontradas que pareciam somente boatos. Somente mais tarde, quando chegamos na redação da TV Horizonte, é que vimos as cenas, boquiabertos.
enviada por Cassio
04/09/2006 16:50
CASAL TELEJORNAL
Saiu nas principais agências noticiosas do mundo uma gafe tremenda acontecida na conceituada e famosíssima CNN americana. Uma falha grotesca e engraçada. Lembra do caso Ricúpero, ex-ministro pego em inconfidências com o jornalista Carlos Monforte, da TV Globo? Pois é, falar demais com microfone perto pode rsultar em um problemão. Confira a notícia:
EFE: Erro põe no ar confissões de apresentadora
Nesta terça-feira os EUA ficaram sabendo que a apresentadora da "CNN" Kyra Phillips ama seu marido e considera sua cunhada "supercontroladora", depois que um erro fez com que o microfone da âncora da emissora permanecesse ligado enquanto a rede transmitia um discurso do presidente George W. Bush.
Enquanto Bush prometia em Nova Orleans que seu Governo irá melhorar a resposta a qualquer desastre no futuro, em meio ao primeiro aniversário do desastre causado pelo furacão "Katrina", a voz de Phillips entrou no ar.
"Os homens são em maioria uns porcos. Eu tenho muita sorte neste sentido. Meu marido é bonito, genuinamente um fofo, entende? Sem ego, entende? Simplesmente um ser humano apaixonado, compassivo e maravilhoso. Eles existem. Existem sim. É difícil encontrá-los, mas eles estão por aí", disse a apresentadora com o microfone aberto.
Ao fundo foi possível ouvir a voz de um interlocutor não identificado e o abrir de uma torneira, enquanto Bush continuava seu discurso, que ficou praticamente ininteligível devido à confusão de ruídos.
Phillips continuou: "Os irmãos têm que ser protetores, exceto o meu. Sou eu quem tenta protegê-lo. Ele é casado, tem três filhos, mas sua esposa quer controlá-lo em absolutamente tudo", disse Phillips.
Quando percebeu o incidente, Daryn Kagan, outra apresentadora da "CNN", entrou imediatamente no ar para fazer um resumo apressado do discurso do presidente.
A emissora emitiu uma nota na qual explicou ter tido "problemas com o som" durante o discurso. "Pedimos desculpas aos espectadores e ao presidente pelos transtornos ocasionados", afirmou a "CNN".
A rede também enviou um pedido de desculpas formal à Casa Branca. Quando entrou no ar após a transmissão, Phillips se desculpou "por um problema com os microfones", segundo descreveu.
© Agencia EFE
enviada por Cassio
25/08/2006 11:34
FAHRENHEIT 451
Foi lançado recentemente no Brasil, pela Universal, o DVD do filme Fahrenheit 451, dirigido pelo cineasta François Truffault. Trata-se da adaptação de uma novela do escritor americano Ray Bradbury, mesmo autor de Crônicas de Marte e outras novelas e contos de ficção científica. O enredo é simples. Num futuro próximo, os bombeiros locais têm por função queimar todo tipo de material impresso, que é considerado como propagador da infelicidade. Até que um dos bombeiros começa a questionar os motivos que fazem com que ele e seus colegas queimem livros e revistas. Lembra em certos aspectos a obra de George Orwel, 1984. É um belo filme, o único em inglês do diretor francês. Instigante, inquietante e comovente, é um típico exemplar do cinema alternativo dos anos 60, estética e filosoficamente, com uma atmosfera de contracultura e de valorização humanista. Pelo menos pra mim carrega semelhanças com outro filmaço, Blow Up, de Antonioni. É também um manifesto contra o autoritarismo e, ao mesmo tempo, um libelo a favor da poesia, da literatura, das artes, da liberdade de expressão. O título é referência à temperatura que os livros são queimados. Convertido para Celsius, esta temperatura equivale a 233 graus. Costumava passar nas sessões noturnas da tevê, mas há muito está distante da programação. Pena, Truffault é sempre um bom programa, e este filme agora pode ser comprado ou alugado. Uma das cenas marcantes e que leva o bombeiro Montag a questionar tal linha de raciocínio é quando ele vê uma mulher preferir ser queimada com sua vasta biblioteca ao invés de permanecer viva. É um filmaço, não necessariamente uma obra-prima, mas que merece ser visto, estudado e propagado pelas faculdades, escolas e acessível às novas gerações.
enviada por Cassio
16/08/2006 11:17
ELVIS
Outro fato que merece registro é que no dia 16 de agosto de 1977 morria o Rei do Rock, Elvis Presley. O título é meio comercial, pois outros grandes nomes fizeram do rock o que é hoje, e não é justo reduzir tudo ao garoto branco de Menphis. Mas ele foi sem dúvida o nome que catapultou o gênero, e o levou às paradas de sucesso desprovido dos preconceitos e resistências que marcavam a cena musical dos anos 50. A rebeldia, a sexualidade e a genialidade de Elvis foram fundamentais para se mudar todo o panorama da época. Teve altos e baixos na carreira, a passagem pelo exército americano o domesticou e os filmes feitos na Hollywood dos anos 50 e 60 o deixaram com um ar meio pasteurizado, o que incmodou os mais puristas. Só que ninguém é gênio por acaso, e mesmo com tantos percalços Elvis nos legou um infindável rol de canções que nasceram ou se tornaram clássicos, até hoje veiculados por rádios do mundo inteiro, gravados e regravados por artistas dos mais variados estilos, e responsáveis por uma vendagem que não pára e desafia todas as leis do mercado fonográfico. Pode-se dizer que Elvis Presley é o único artista do rock que rivaliza em popularidade e influência com os Beatles, com o agravante de ser ele mesmo uma das principais influências dos quatro de Liverpool. A morte de maneira um tanto melancólica, misteriosa e trágica só alimentou mais o mito.
enviada por Cassio
16/08/2006 11:06
WOODSTOCK
A data de 16 de agosto para muitos não quer dizer nada. Mas para os amantes do rock significa muito, por dois acontecimentos marcantes. Primeiramente completam-se 37 anos da realização do Festival de Música e Artes de Woodstock. Considerado até hoje o maior festival da história, reuniu durante três dias (15, 16 e 17/0/ de 1969) os maiores astros do gênero na época, em apresentações antológicas, numa atmosfera de magia e total interação, em meio a acontecimentos mundiais como a Guerra do Vietnã e as consequências da rebeldia estudantil que se alastrou pelo mundo no ano anterior. Foi o auge do verão do amor, o ápice do movimento e da filosofia hippie e a afirmação da contracultura nas mudanças da sociedade de então. Dos monstros sagrados Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Grateful Dead, Creedence, passando por feras como Ten Years After, Jefferson Airplane, Joan Baez, Canned Heat e vários outros, foi uma reunião única e que ainda hoje é comemorada num misto de nostalgia e reverência. Quem viu viu, quem não viu, pode acompanhar pelos registros em disco e DVD. Vale a pena para acompanharmos artistas que fizeram da época o momento mais fértil do rock e da música.
enviada por Cassio
15/08/2006 11:55
Da série Minhas Crônicas
A CASA
Ela se destacava no bairro. Em meio à vizinhança sua beleza e classe chamavam atenção. Despertava em muitos cobiça e admiração. Rodolfo se encantou desde as primeiras vezes que a viu. Que linda, dizia ele a cada vez que passava por sua fachada. Divinamente arquitetada, era charmosa, de traços leves e sinuosas formas que provocavam os transeuntes. As janelas semi-abertas atiçavam a curiosidade alheia. O que será que há no interior da casa? Rodolfo sonhava com o dia em que atravessaria a porta da frente para desvendar e explorar todos os cantos e recantos que ali se apresentavam. Uma porta de entrada convidativa, sedutora, sempre à espera de alguém que a abrisse. Tinha um brilho diferente, uma luz que a colocava em sintonia com a beleza das manhãs ensolaradas, com o perfume das flores dos jardins que a cercavam. Certo dia Rodolfo criou coragem e resolveu tocar a campainha. É hoje que vou entrar , disse ele. Tocou, tocou, esperou, mas não apareceu ninguém. Não foi desta vez que ele pôde entrar ali e sentir o perfume que imaginava haver lá dentro. Mas desistir ele não faria. E todos os dias pára defronte à casa, pensando em como penetrar naquele monumento.
enviada por Cassio
11/08/2006 10:47
DIA DOS PAIS
Domingo é Dia dos Pais. Pela primeira vez passaremos a data sem a presença de meu pai, falecido há alguns meses. Uma sensação estranha, certamente. Lembro-me que os domingos dos pais sempre foram muito agitados lá em casa. Desde menino acostumei com o burburinho dos almoços festivos. E as presenças de filhos e filhas, noras e genros, netos e netas, davam o ar de comemoração necessário que a data exige. Meu pai não era um cara falador, pelo contrário. Preferia o silêncio observador, atento a tudo e a todos, por mais distraído que parecesse. À matraquice do mulherio respondia com tiradas sarcásticas, comentários objetivos, ou uma risada ao mesmo tempo enigmática, irônica e reveladora. Se o assunto exigia seriedade, a objetividade e sagacidade do bom jornalista que sempre foi vinham à tona. À mesa farta, com o lauto cardápio de comidas sempre saborosas, se esbaldava, assim como nós todos. Comer sempre foi um programa dos mais apreciados na família. Lombo, frango, macarrão, tutu, feijão, arroz, saladas, não tinha preconceito quando o assunto era satisfazer o estômago. Mas que não viessem com o tal do estrogonofe, pois desse ele nutria especial inimizade, coisa rara, por sinal. Faz falta o velho João, com a autoridade construída naturalmente pela simplicidade, inteligência e equilíbrio. Enquanto isso vou me acostumando ao outro lado desta data. Três anos cumprindo o papel de pai já me deixam orgulhoso e mais do que satisfeito. Principalmente depois que o Felipe, meu filho, me encarou do nada, olho no olho, sem qualquer estímulo da minha parte, e falou: "Pai, docê é meu helói". Ganhei meus dias.
enviada por Cassio
10/08/2006 20:30
PERDA
Às vezes somos acometidos por um estranho sentimento de perda. Digo estranho porque nada aparentemente foi perdido. Voltamos nossos olhos para o que se passou, e não vemos nada. Atentamos ao que nos rodeia, e não há sequer um motivo para justificar tal sensação. Procuramos nas gavetas da consciência, nos grotões do pensamento ou nos porões das nossas almas, e nada. Vasculhamos nossas vidas. Tudo está no lugar. Família, amigos, trabalho. Dia-a-dia atribulado, quem não os tem. Preocupações normais, problemas comuns. Instantes de infelicidade que não apagam os grandes momentos de alegrias e realizações. As coisas seguem o seu rumo, não previamente traçados, mas construídos conforme nossas vontades, nossa competência. E, no entanto, a mente insiste em nos cobrar mais, como se houvesse uma luz de advertência, avisando que algo se perdeu na caminhada. Não sei o que é. Penso que não é. Mas se alguém souber e achar o que foi perdido ou esquecido, por favor, me avise.
enviada por Cassio
10/08/2006 18:13
INSPIRAÇÃO
Dos artistas o que mais se pergunta é de onde veio a inspiração para suas obras. Um mistério que caminha com a humanidade. Das musas mitológicas até os tempos atuais qualquer um que escreva, pinte, componha, cante ou interprete tem uma fonte de inspiração. Não existe regra. Pode ser um sonho maluco, um amor incompreendido, um amor correspondido, um ente querido, um fato marcante ou mesmo algo aparentemente insignificante. Mas sempre há um agente que impulsiona a criatividade, mexe com a cabeça e os sentimentos, e retira do âmago a dose necessária para soltar a imaginação e deixar que as idéias se materializem. Comigo também é assim. Tenho várias fontes de inspiração e sempre tento usá-las para gerar um texto bacana, bonito e atraente para os leitores. Às vezes acerto na mosca. Nem sempre quem lê compreende a intenção, ou capta a mensagem, isto quando há alguma, pois há muitos textos cuja idéia é apenas entreter. Divertir ou estimular o pensamento, tanto faz. Funciona com uns e com outros nem tanto. Ultimamente minhas fontes incluem meu filho Felipe, meu trabalho como jornalista, e um sorriso que não sai da minha mente. Posso creditar inclusive à terceira um punhado de bons e inspirados textos, dos melhores da minha lavra. Coisas da vida!
enviada por Cassio
10/08/2006 17:58
TEIMOSO
João era um cara muito teimoso. Desde menino insistia nas traquinagens mais perigosas. Desafiava as leis da natureza e punha sempre à prova a capacidade protetora do seu anjo da guarda. Por conta disso as autoridades celestiais multiplicaram o número dos guardiães da saúde do garoto. A cada pito do pai ou da mãe, ele respondia com um sorriso infantil e ingênuo, que dobravam a rigidez materna e a enérgica moral paterna. Cresceu, desenvolveu, aprimorou a inteligência e a sagacidade que o caracterizavam. Na escola não era dos mais aplicados. Teimava em matar aulas para alimentar o sonho de ser um craque do futebol. Insistia em completar o time, mesmo não sendo, de verdade, o que chamamos de bom jogador. No máximo esforçado, diria aquele tradicional metido a bam bam bam do pedaço. Com as mulheres tinha seus encantos. Não era de fugir da raia e nem de esconder o rosto. O mulherio infanto-juvenil bem que gostava do seu jeito tímido e meio misterioso. Mas também ali sua teimosia dava o ar da graça. Fazia jogo duro, charme e acabava perdendo a chance de pegar aquela jovem que os seus amigos mais almejavam. Pior que ela dava bola pra ele. Teve seus bons momentos na pós-adolescência. Ficar, um termo que surgia nesta época, já era parte do seu repertório. Era seletivo, não gastava lábia e nem lábios com qualquer uma. No entanto deixou os estudos um pouco de lado. Curtiu muito, arrumou trabalho, entrou pra faculdade. Teimoso como ele só, escolheu um curso que não estava nos planos da mãe e do pai. Após a formatura tornou-se um dos mais respeitáveis profissionais da sua área. Mas lá veio a velha e inseparável teimosia. Cismou com a mulher mais bonita da cidade, que era pequena e alastrava rapidamente as notícias. Dos sorrisos da bela interpretou que lhe davam bola. Da simpática e atraente mulher, já logo imaginou sua companheira. Jogou suas cantadas mais caras, aquelas que se guarda para as mais difíceis conquistas. Quem disse que funcionou? Quebrou a cara, insistiu e depois deu um tempo. Anos depois reencontrou a gata. Caminhos diferentes os distanciaram e novamente os aproximava. Já não era mais o mesmo. Tinha família, trabalhava incessantemente, não se parecia nem um pouco com o velho João que exigia hora extra dos protetores divinos. Num belo dia, já separado da mulher e pagando pensão pelos filhos gerados, ele acordou com uma idéia fixa. E disse pros mais chegados. -Tive uma grande idéia. Lembra daquela gata que era doida por mim? Passei por ela hoje e ela me deu bola. Pronto, o João Teimoso teve uma recaída.
enviada por Cassio
08/08/2006 15:15
CAMISA
Uma das vantagens de ser jornalista é a oportunidade de participar de eventos importantes e interessantes. Dos mais variados estilos e sob os mais diversos pretextos, são momentos em que exercitamos um lado social que acaba sufocado pelo ritmo frenético do dia-a-dia. Ontem pude presenciar e participar de um desses instantes mágicos e únicos, notadamente por remeter a lembranças que muitos têm apenas pelos registros dos livros e revistas de época. Foi na festa de lançamento da camisa comemorativa dos anos 70 do Clube Atlético Mineiro. Faz parte da coleção Amor à Camisa,da Futebologia, empresa do bom amigo Fred Albuquerque, que tem resgatado as camisas históricas do Galo desde a década de 1910. Uma idéia genial. O mais bacana foi o reencontro de atletas que se consagraram ao levantarem a taça do Campeonato Brasileiro de 1971, o título mais importante do alvinegro. Parecia um encontro de ex-colegas de colégio, com muitas lembranças e brincadeiras. Vários deles há anos sumidos da mídia e também há muito sem se encontrarem. Homenagem mais do que justa, emocionante e que valoriza ao extremo os ídolos do passado e nos faz ter orgulho de torcer pra essa paixão que é o Atlético. A presença maciça da mídia esportiva mineira comprovou que o que é bom também gera notícia e nem só de manchetes e matérias negativas se faz o bom jornalismo. Os promotores do evento superaram todo e qualquer obstáculo e deram um verdadeiro presente para o torcedor. Uma salva especial ao Álvaro Cotta e à Taís Michel, respectivamente Gerente de Marketing e Assessora de Comunicação do Clube. Quem os conhece sabe a dedicação empregada para que tudo saísse a contento. Também ao Felipe Soalheiro, pelo empenho e pela entrega. A vinda de jogadores como Lola, Cincunegui, Renato e outros deu mais crédito ainda à festa. Noite memorável. Grande evento.
enviada por Cassio
28/07/2006 15:24
Da série Minhas Crônicas
SONHOS
Diz o poeta Ferreira Gullar que o sonho é uma espécie de esperteza do nosso corpo, que, necessitando descansar, inventa uma mentira para continuar dormindo. Interessante a tese, pois o sonho é realmente uma grande mentira. Mas no tempo em que dura, transforma-se em agente revelador da verdade. Uma radiografia da alma e da mente. Nos sonhos materializamos nossos desejos, nossas vontades e aspirações, assim como desvendamos os segredos mais reclusos, os medos e apreensões que insistimos em ocultar dos outros e de nós mesmos. Uma das características do ser humano é justamente a capacidade de sonhar, e não apenas enquanto dorme. Nesse caso há um lado incontrolável, que não dá ao sujeito o poder de dominar e direcionar os devaneios. E nos tornamos suscetíveis aos pesadelos, em sensações muitas vezes aterrorizantes. Mas durante o período em que estamos acordados e conscientes, é normal que busquemos uma abstração capaz de afastar as agruras do dia-a-dia, substituindo-as por pensamentos muitas vezes vãos, irreais por completo. No entanto a humanidade se move muito em função desses pensamentos. Idéias mirabolantes saíram de momentos de pura e completa viagem mental, bem como o destino de seres e povos foram traçados pela vontade, à primeira vista, de um maluco ou incompreendido. Quando Martim Luther King declarou os sonhos de igualdade e de respeito, deu o combustível necessário para o recrudescimento do racismo na sociedades americana e mundial. E ao dizer que o sonho havia acabado, John Lennon simbolizou o pessimismo da juventude dos anos 80. Os sonhos movem o mundo, tanto quanto os indivíduos. E deles precisamos, pois é o alimento da alma. Sem sonhos não existe vida. Quem não é capaz de sonhar, não é capaz de viver. Chavão mesmo, mas uma verdade.
enviada por Cassio
25/07/2006 10:34
DUNGA
Surpreendente. Assim podemos definir a escolha de Dunga para técnico da seleção brasileira, em substituição a Parreira. A surpresa fica por conta da inexperiência do eleito, além do inusitado do nome, embora na época da Copa já se ventilasse esta possibilidade. Acho um risco, mas não vejo de forma tão negativa. Se der certo, bem, se não der, que se coloque outro. Me incomoda mais, muito mais, a ira de alguns companheiros de imprensa, que trataram do assunto como se tivessem sido traídos. E tome Era Dunga pra lá, brincadeira da CBF pra cá. Esse time vai ser um bando de batedores e pernas-de-pau, ouvi de um principiante metido a veterano. Uma loucura, como diria Narcisa. Não é mais fácil analisar de forma racional e desejar boa sorte e bom trabalho pro cara? Ah, e pra piorar, ainda vêm uns metidos a bem informados, aqueles com as famosas fontes fidedignas, que afirmam ser a contratação uma ponte para a vinda do Felipão Scolari em 2008. Há quem jure de pés juntos que já está tudo combinado, e o "mandato" do Dunga seria tampão. Ô imprensa chinfrim essa nossa viu.
enviada por Cassio
24/07/2006 12:47
CORTEZ E GUARNIERI
Falei de ideologia e o assunto serve para lamentar a morte, nesta semana que passou, de dois extraordinários atores, Raul Cortez e Gianfrancesco Guarnieri. Mais do que grandes intérpretes, que contribuiram para o engrandecimento da nossa dramaturgia, no teatro, no cinema e na televisão, ambos se mostraram ativos e inquietos política e ideologicamente. Raul era mais discreto, enquanto Guarnieri se mostrava um militante de espírito revolucionário. Dois exemplos de como usar a arte a serviço da liberdade, e de como o artista pode estimular as idéias, se portar e manifestar politicamente e como transformar a sociedade através da dramaturgia e da criatividade. Uma pena que os artistas de hoje, tão ligados à imagem e ao sucesso efêmero, não sigam os passos dos dois. Claro que há excessões, mas são exatamente isso que se definem, exceções.
enviada por Cassio
24/07/2006 12:34
PIADA OU PROVOCAÇÃO?
Assunto que tem criado certa polêmica. Uma torcida organizada do Atlético-MG estreou na última sexta-feira uma bandeira com o rosto de um tal Renê Barrientos. Mas quem é o ilustre homenageado? Trata-se do ditador boliviano que ordenou a captura e a morte de Ernesto Che Guevara, em 1967, quando o revolucionário argentino liderava uma guerrilha comunista nas selvas da Bolívia. Interessante como a apropriação de figuras emblemáticas tem um efeito revelador. Que a imagem de Che Guevara ficou banalizada há muito tempo, ninguém discorda. Um ícone do século XX cultuado e reverenciado pela luta ideológica e utópica, presente em camisas, broches, cartazes e faixas. Muitas estendidas por torcidas organizadas. Uma delas do Cruzeiro, maior rival do Galo. Taí a explicação para a escolha dos adeptos alvinegros. Mais importante, no entanto, é o que se esconde por trás da mera rivalidade. O desconhecimento histórico e a falta de uma perspectiva política ficam evidentes. Pegar a imagem de um obscuro ditador como forma de provocação simboliza também a vocação violenta de muitos integrantes dessas organizadas. Pobreza de espírito, instinto belicoso, ignorância e falta de horizonte. Esse é o perfil da maioria das torcidas que se organizam em forma de facções e falanges para manifestar de maneira irracional a paixão pelo clube do coração.
enviada por Cassio
21/07/2006 14:07
ESSA IMPRENSA
Tenho andado preocupado com o rumo que a imprensa esportiva brasileira tem tomado. O gosto pelo sensacionalismo, pelo sentimentalismo exacerbado, piegas e demagógico, e o crescente rebaixamento da notÃcia e da informação à condição de detalhe, de coadjuvante, têm baixado o nÃvel do jornalismo. A pouca especialização em vários esportes, o que causa uma proliferação de supostos doutores em matéria de futebol, prejudica que outras práticas sejam mais bem difundidas. Além disso há um visÃvel empobrecimento da linguagem, com textos feios, limitados, pautas pouco ou nada criativas e abordagens tendenciosas. O resultado é o que temos visto, um espetáculo deprimente que confirma uma tendência que pode até se estender a outros campos, e o esquecimento do compromisso de formar e informar o público consumidor da notÃcia. Há exceções, claro, mas fazem parte de uma minoria que não se importa em manter a discrição, ao invés do barulho e do alarde que os maus profissionais tão comumente gostam de fazer.
enviada por Cassio
20/07/2006 12:10
Da série Minhas Crônicas
O VAZIO
Tem dias que nos sentimos sem rumo, sem norte. A sensação de estar em meio a uma encruzilhada, sem saber ao certo qual direção tomar. Mas não é aquela sensação de estar perdido, pois esta sugere uma confusão mental que, definitivamente, não é o caso. Simplesmente aquele sentimento de ausência, como se houvesse um vácuo, um vazio. É até difícil de explicar, mas creio que todos passam por momentos assim. Talvez reflexo dos dias atribulados, recheados de ocupações e preocupações. Até sermos pegos por este sentimento. O que fazer para preenchê-lo? Diversão, amor, carinho, confusão, adrenalina, não importa, pois não sabemos ao certo o que é melhor. De repente é até preferível não procurar e deixar a vida te levar, como diria o fisósofo Zeca Pagodinho, entre um gole e outro. Aliás, para ajudar a compôr esse vazio, uma dose aqui, outra ali, até caem bem.
enviada por Cassio
19/07/2006 11:27
Da série Minhas Crônicas
O TEMPO
O corre-corre dos dias atuais nos leva a uma administração do tempo. Com tantos afazeres e ocupações, torna-se imperativo que organizemos e saibamos equilibrar nossas horas. Difícil, diante dos compromissos que assumimos diariamente. Na ânsia de aproveitar o máximo possível, gastamos às vezes tempo a toa. Tempo é dinheiro, dizem os mais capitalistas. Pode ser, mas tempo é vida, é saúde. Aproveitar o tempo não é só preenchê-lo com trabalhos e ocupações profissionais ou domésticas. É também curtir a natureza, os prazeres da vida, a convivência com os amigos, o amor que nos acompanha nesta caminhada, enfim, proporcionar ao corpo e à mente o descanso necessário justamente para se cumprir com as obrigações restantes. Mesmo assim, temos sempre aquela sensação de que estamos perdendo tempo, ou gastando com coisas aparentemente inúteis ou infrutíferas. E chegamos à conclusão de que nos falta mais tempo.
enviada por Cassio
19/07/2006 11:14
Da série Minhas Crônicas
PALAVRAS...
Venho de uma família intimamente ligada às artes, à educação e ao jornalismo, portanto, às letras. Desde novo me acostumei com a leitura e a escrita. Carrego comigo o apreço e a paixão pelas palavras. Mais até do que conversa e bate-papo, me sinto à vontade escrevendo. Por conta disso tenho a exata noção do peso que a palavra pode adquirir. Palavras mal usadas podem se tornar extremamente potentes e perigosas. De acordo com a intenção de quem as escreve ou profere, podem funcionar como um soco no estômago, um golpe fatal capaz de levar à lona ou baixar o astral de qualquer um. Num efeito contrário, podem também soar como melodia numa bela canção, ou ter significado especial, em forma de poema e lirismo. O peso varia de acordo com a vontade de quem usa e com a sensibilidade de quem ouve ou lê. As palavras podem martelar nossas cabeças, pressionar e atrapalhar o pensamento, carregar a alma e ferir o coração. Também podem tornar mais doce a vida, mais belos nossos dias, mais alegre nossa existência, dar um rumo aos sentimentos. Mas para quem vive das palavras, quem as escreve, as dita e brada aos quatro cantos, nada tem efeito tão devastador quanto a indiferença. A sensação quixotesca de enfrentar moinhos e dragões, percebendo depois que tudo foi em vão, como se estivéssemos pregando no deserto, para usar uma figura de linguagem bem comum. Palavras ao vento, soltas como plumas, sem destino certo, à procura de alguém que as entenda, absorvendo os significados e captando as mensagens. Estamos sempre trcendo para que o vento as leve a um porto seguro, e que assumam o papel a elas destinado. Atingir corações e mentes.
enviada por Cassio
18/07/2006 12:37
CURIOSIDADES MUNDO AFORA
Realmente o ser humano é muito doido. Tem cada caso que acontece. Vejam só esses aí, pescados pela internet.
Família de noivo processa noiva por ser feia demais
A família de um jovem indiano que mora nos Estados Unidos, que teve seu casamento arranjado de acordo com as tradições hindu, está processando a família da noiva por ela ser muito feia. O casamento foi cancelado e o pai do noivo pede uma compensação de US$ 200 mil por danos, de acordo com o jornal The Republican.
Vijai B. Pandey, 60 anos, está processando uma família que tentou arranjar o casamento entre seu filho, Pranjul K., e a sobrinha deles, que mora na Índia. A família Pandey gastou com chamadas de longa distância e passagens aéreas e pede reembolso do dinheiro.
Quando os Pandey viram a noiva em Nova Dehli, eles ficaram chocados ao ver que a noiva era "feira, com dentes feios e protuberantes e não sabia comunicar-se em inglês", escreveu Vijai Pandey no processo, que busca compensação por fraude, conspiração e violação dos direitos civis resultando em estresse emocional.
Homem é pego contrabandeando ovos raros na cueca
Um australiano foi pego com seis ovos de espécies em extinção presos na cueca quando tentava embarcar em um vôo para Bangkok, na Tailândia. Ele recebeu uma multa em US$ 20 mil na última segunda-feira porque o júri rejeitou a justificativa de que ele queria surpreender sua namorada.
Floyd tentava embarcar em um vôo de Sydney para Bankok no último mês de novembro quando um oficial o revistou e achou uma embalagem suspeita presa à sua virilha. Quando o homem retirou a roupa, seis ovos foram revelados na cueca.
O júri rejeitou a justificativa de Floyd de que ele estava tentando levar os ovos para "surpreender sua namorada".
Os ovos eram de uma espécie de papagaio chamada gang gang cockatoos e de um pássaro chamado galahs, ambos ameaçados de extinção. Um ovo dessas espécies pode chegar a valer centenas de dólares no mercado negro.
Fonte: Associated Press
PS.: Deve ter aprendido com aquele assessor parlamentar que foi pego com dinheiro na cueca.
enviada por Cassio
18/07/2006 11:57
PROJETO DE LEI 2
Só pra completar, esta é uma ótima oportunidade para se discutir a proliferação das faculdades de jornalismo. Isto, mais do que qualquer outra coisa, tem baixado o nível da classe e transformado o mercado de trabalho numa bagunça, já que despeja, com o perdão do termo pejorativo, um tanto de gente, muitas sem preparo algum, quando não se tem quase vagas à disposição. Aí merece um maior apuro e mais cobrança para tentar evitar essa farra dos diplomas.
enviada por Cassio
18/07/2006 11:51
PROJETO DE LEI
Tenho acompanhado atentamente as discussões a respeito do Projeto de Lei que regulamenta a profissão de jornalista, recém aprovado pelo Senado e à mercê da assinatura do nosso digníssimo Presidente. Sou amplamente favorável aos principais pontos do PL, inclusive a favor da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Também acho que muitos dos que hoje se batem contra o PL são, além dos proprietários de jornais e outros veículos de comunicação, jornalistas da velha guarda que têm outra mentalidade. Por outro lado, alguns aspectos devem ser melhor analisados e mais discutidos, como o papel dos colaboradores e os profissionais de áreas mais técnicas. O que não pode é haver uma campanha tão agressiva contra a lei e contra a intenção de se regulamentar a profissão. Não gosto da polarização política que se faz. De um lado os retrógrados da Fenaj, defensores de uma reserva de mercado amparada numa lei sem qualquer lógica no mundo atual, segundo ouvi e li em alguns lugares. De outro os defensores da liberdade de expressão, garantidores do pleno exercício da profissão, no caso, os valorosos representantes dos meios de comunicação. Ninguém é santo e todos defendem seus interesses. Pra mim, num balanço geral, os direitos dos jornalistas e a melhor adequação da função a um conjunto de práticas e regras passam pela regulamentação e pelo Projeto de Lei. Mas vale o debate e a discussão, desde que elevados a um bom nível.
enviada por Cassio
17/07/2006 13:35
FALANDO EM SORRISO...
Tem gente que consegue se sobressair em meio à multidão por detalhes. Uns se diferenciam pela beleza diferente, original. Outros pelo estilo inconfundível. Tem aqueles que se destacam pelo comportamento irreverente ou escandaloso. E tem uma grande maioria que se mistura sem dar na vista. Mas há quem seja notado por um toque bem particular, uma característica que chama a atenção de todos, por mais simples ou banal que seja. Conheço alguém que se destaca pelo sorriso. Não um qualquer, um mero exercício muscular, mas algo mais profundo, revelador. Um sorriso que escancara o ar infantil, que evidencia uma alegria interior, e que sugere uma felicidade superior aos problemas e desvios do dia-a-dia. Claro que é apenas impressão, mas que dá uma inveja danada daquele sorriso tão...digamos...encantador, ah isso dá.
enviada por Cassio
17/07/2006 13:22
PROPAGANDA POLÍTICA
Não vou transformar esse espaço em local de discussão política, pois quero torná-lo mais agradável aos caríssimos leitores. Mas faço questão de registrar o rídiculo que é o dublê de político e ator Antônio Grassi, na propaganda do PT, dizer que o partido foi a maior vítima dos escândalos relacionados ao mensalão. E afirmar que aprenderam e cortaram na carne. Vai tomar banho. Maiores vítimas foram os milhões de brasileiros que assistem a essa corja, e isso vale pra todos os partidos, que nos indigna com a falta de respeito e de vergonha na cara. Corrupção em doses cavalares e cara-de-pau ao extremo. Sinceramente estou pensando em anular meu voto, tamanho o desgosto com os políticos que nos governam. E nem me venham com aquele papo de que o Lula e o PT são vítimas de um golpe articulado pela direita burguesa e tal. Ô discurso chato...
enviada por Cassio
17/07/2006 11:53
QUE COISA...
A Copa do Mundo já acabou, mas uma parcela da nossa valorosa imprensa esportiva parece que não percebeu. Aos poucos os jogadores da seleção vão saindo do silêncio inicial e atendem os jornalistas para entrevistas coletivas que beiram o ridículo. Cá pra nós, por que a dificuldade em perceber que o time perdeu devido ao mau futebol praticado, fruto da deficiência na armação e na preparação? Tudo tem que ter uma teoria da conspiração, uma armação por trás. Outro dia ouvi um repórter prometer que um dia todos saberão o que de fato causou a eliminação do Brasil. Acho que ele não deve ter visto o jogo, já que o gol do Henry foi o agente causador da tragédia. Outro pegou o Gilberto Silva e queria porque queria que o volante confirmasse o que muitos acham: Roberto Carlos foi o culpado, já que estava ajeitando o meião na hora do lance. Aí o Gilberto criticou, de forma bem sutil, a imprensa que quer crucificar o lateral, mas o distinto homem da imprensa nem ligou, fingiu que não era com ele. E tome revolta típica de torcedor de buteco, só que com um microfone na mão. Coisa feia e irritante. Jornalista deve tentar ser imparcial, ou pelo menos equilibrado. Tem uns que não conseguem ser uma coisa nem outra.
enviada por Cassio
17/07/2006 11:39
IDÉIA FIXA
Quando se diz que a mente do ser humano é cheia de mistérios...Quem poderia me explicar, por exemplo, por que existe a tal idéia fixa. Aquele tipo de pensamento ou lembrança que teima em ocupar espaço em nossas mentes, não importa a hora ou o que estamos fazendo. Sempre tive disso, e creio que a maioria absoluta das pessoas também. Algumas são logo substituídas tão logo são resolvidas. Outras, pela impossibilidade nos martelam a cabeça. É estranho e irritante como algumas nos perseguem e até atrapalham o restante, embaralhando a cabeça e o pensamento. É foda.
enviada por Cassio
17/07/2006 11:28
COMER COMER
(Enquanto lembro daquele sorriso...)
Poucas coisas na vida me dão tanto prazer quanto comer. Afora a tentadora dubiedade da afirmação, comer é simplesmente bom demais. Não estou dizendo de comer simplesmente para matar a fome. Isso é uma necessidade básica. Falo de degustar, aproveitar a sensação de participar de um evento único, seja ele sozinho ou acompanhado. Tenho um imenso gosto e prazer pela comida. E gosto ainda mais de participar da confecção da mesma. Longe de mim qualquer machismo que diz que cozinha é coisa de mulher. Pelo contrário, cozinha é um espaço democrático, que comporta tanto homens quanto mulheres. Mas poucas coisas se igualam a pôr a mão na massa, cuidar dos temperos, experimentar sabores, sentir o aroma, preparar e decorar o prato, enfim, cuidar para que tudo saia a contento na hora de servir a mesa. Podem ver, os principais assuntos são resolvidos ali, à mesa. Almoço de negócios já virou lugar comum. Na hora de conquistar alguém, é normal levarmos a um restaurante, com uma mesa bem posta, de modo bem romântico. Se bem que aí o melhor é fazer em casa. Dá para inventar mais, e fisgar o alvo pela boca, literalmente. Já tenho várias receitas na cabeça, prontas para serem postas em prática a qualquer momento. É só me darem mole...kkk. Sério mesmo, comer é mais do que bom, é ótimo, é divino. E quem não sente prazer em comer e cozinhar, não sabe o que está perdendo. Abaixo vou até compartilhar uma receita de pizza que aprendi há algum tempo. É de massa bem fina e crocante, muitíssimo boa. Vale a pena pois rende várias pizzas pequenas e que podem servir de pretexto para uma rodada com os amigos, ou uma ocasião a dois, regada a um bom vinho. Saúde!
PIZZA DE AZEITE
3 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de azeite
1 ovo
1 pitada de sal
Leite morno para dar liga
Misturar os ingredientes até formar uma massa bem compacta. Deixar descansar em saco plástico por pelo menos meia hora, para suar. Após esse tempo esticar a massa e selar. Os recheios ficam a cargo da imaginação. Bom apetite!
enviada por Cassio
14/07/2006 16:54
ANOS 90
A miscelânea em que se tornou a música pop relegou o rock aos
independentes e alternativos, que ficaram à margem da indústria e
mantiveram acesa a chama dos tempos de Chuck Berry e cia. Mas o marasmo
foi sacudido por uma onda vinda de Seattle, EUA. Um terremoto digno dos
punks setentistas, guardadas as devidas proporções. Nirvana, Alice in
Chains, Pearl Jam e uma penca de grupos surgiram com letras
inteligentes e simples, energia para dar e vender, aliás venderam
muito, e voltou os olhos da indústria novamente para o rock e os
anseios de uma geração que não apreciava os demais ritmos à disposição.
Uma sobrevida, ou uma revivida que forjou novos ídolos e ícones, como
Curt Cobain. O rock já não se valia dos meros três acordes que o
originaram, nem precisava se esquivar das influências sonoras vindas de
outros gêneros. Apenas mostrou que não podia prescindir da rebeldia e
do inconformismo básicos. O lado ruim é que desencavou uma porção de
grupos e artistas que já estavam aposentados e resolveram buscar na
indústria do entretenimento o dinheiro gasto nos excessos e viagens ao
longo dos anos. Retornos e revivals dispensáveis e melancólicos, salvo
uma ou outra exceção. Mas o rock and roll mostrou que está mais vivo do
que nunca, e mesmo com as perdas cada vez mais frequentes de seus
expoentes, não pode jamais morrer, como dizia o grande e inigualável
Neil Young. Hey Hey My My...
enviada por Cassio
14/07/2006 14:47
ANOS 80
O estúpido assassinato de John Lennon foi o prenúncio do que viria adiante. Mais do que o fim do sonho, a morte do ex-beatle significou a ausência de ídolos para os jovens, ao menos os ligados ao rock. No rastro do furacão punk do final dos 70, a juventude acusava um pessimismo e uma falta de rumo que rendeu o título de década perdida aos anos 80. E as letras carregadas de tristeza, desilusão e cheias de referências à morte fizeram, paradoxalmente, a fama de Ian Curtis e cia, alçando ao estrelato bandas como Joy Division, Bauhaus, The Cure, Smiths, Siouxie & The Banshees e várias outras que deram o ar dark que acabou virando moda. Ao mesmo tempo o pós punk gerou as distorções cheias de gás do Sonic Youth, Jesus & Mary Chain e Pixies. Mas foi uma banda da Irlanda que conseguiu unir a atitude enérgica vital do rock a letras politizadas e engajadas, ao mesmo tempo em que se revestia de uma aura pop típica dos novos tempos. O U2 virou ícone, enquanto aquelas bandas mais soturnas se afogaram nos próprios dilemas. A música pop já estava dominada pela eletrônica, e o rock não ficou imune à contaminação. Em alguns casos até conseguiu honrar a trilha iniciada pelo Kraftwerk, mas no geral mostrou que a falta de criatividade e os excessos da década anterior custaram muito caro. Foi uma década perdida também para o rock, que deixou de ser o gênero preferido da juventude e que, para muitos, havia morrido.
enviada por Cassio
13/07/2006 10:50
ANOS 70
A década do desbunde e dos excessos. Com o estabelecimento do rock como trilha da juventude e a transformação dos grupos e cantores em ídolos pop, ficou muito claro o distanciamento das idéias iniciais e da própria postura original. O que antes era rebeldia, agora se tornava interpretação. O rock virou um amontoado de rótulos e poses. A violência entronizada nos eventos, a glamourização e uma rebeldia estilizada criaram a expressão Pop Star. Os Beatles acabaram, Elvis cantava nos cassinos de Las Vegas, os Stones seguravam as pontas, o Hard Rock deu origem ao Heavy Metal, Iggy Pop e os Stooges antecipavam o furacão Punk que viria na segunda metade da década, Alice Cooper e David Bowie encheram a música de purpurina, caras e poses e a crise criativa levou a uma busca das origens. Foi necessário um bando de garotos ingleses, reféns da crise deflagrada pelo governo conservador da Dama de Ferro Margareth Tatcher, descarregar no rock toda sua ira. Johnny Rotten, Sid Vicious, Joe Strumer, ou melhor, Sex Pistols, The Clash, Buzzcocks, metralhadoras que apontavam para toda a frescuragem e babaquice que transformaram o bom e velho rock and roll em veículos para os egos inflados nos rocks sinfônicos e pobres de atitude. Uma verdadeira revolução, que varreu a poeira da mediocridade e devolveu a atitude e a rebeldia perdidas.
enviada por Cassio
12/07/2006 14:32
ANOS 60
Dizer que a década de 60 foi um marco divisor na história contemporãnea não seria exagero. E muito se deve à música, em especial ao rock. Nos primeiros anos fomos apresentados a um bando de branquelos que transformaram as ilhas britânicas em celeiro das maiores bandas do planeta. Tudo graças à receptividade que a juventude deu aos artistas americanos que sofriam com o preconceito e o conservadorismo ianque. Na Inglaterra Chuck Berry, Bo Didley, Little Richard, sem contar os baluartes do blues como Willie Dixon, Muddy Waters, Howlin Wolf, Freddy King e outros, alcançaram o sucesso, o reconhecimento e até mesmo uma devoção que não encontravam eco no país natal. O resultado foi o surgimento dos Beatles, dos Rolling Stones, Animals, Kinks, Cream, The Who, John Mayall & Bluesbrakers, Yardbirds, para ficar nos mais conhecidos e importantes. O rock tomava ares de pop, com milhões de discos vendidos, shows antes inimagináveis e uma histeria que impressionava. Do outro lado do Atlântico o Rei do Rock já havia sido convertido em garoto-propaganda do American Way of Life e em astro do cinema oficial engajado. Elvis era uma lembrança, os outros eram realidade. O avanço da década e as profundas transformações sociais, políticas e culturais em vários cantos do globo foram acompanhadas, e muitas vezes capitaneadas, por jovens rebeldes, cabeludos e com uma atitude que posteriormente foi chamada simplesmente de atitude rock and roll. Grandes festivais celebravam a paz e o amor para muitos, sinalizando para um mundo mais pacífico e menos materialista. Janis Joplin surgiu, Hendrix incendiou tudo e o mundo nunca mais foi o mesmo. Como nem tudo eram flores, lá estavam os Doors cantando a dor e o fim, e o Velvet de Lou Reed relatando o underground soturno e realista das grandes metrópoles. O peso das guitarras fora elevado à enésima potência com o Led Zeppelin, o Black Sabbath e o Deep Purple. Enfim, os anos 60 levaram o rock do alternativo ao industrial. Tudo se transformou e o gênero se tornou maior do que a música.
enviada por Cassio
11/07/2006 12:32
UM LOUCO LÚCIDO
Falando de rock nesta semana, acabei não abordando uma triste notícia que saiu ontem no jornal inglês The Guardian. A morte, aos 60 anos, de Syd Barret, idealizador e peça fundamental na formação do Pink Floyd. Nos idos dos anos 60 a Inglaterra e o mundo fervilhavam, com a cabeça dos jovens completamente virada. Tantos artistas buscando espaço e se juntando para montarem os grandes grupos da história. Pois nesta efervescência um maluco cheio de idéias e vidrado na lisergia ditada pelo guru Timothy Leary resolveu montar um grupo. Juntou-se a uns conhecidos, com um conhecimento acadêmico de música, e montou a mais diferente e criativa daquele momento. Letras piradas e, ao mesmo tempo, de uma inteligência narrativa, efeitos sonoros típicos de filmes de ficção científica, na gênese da psicodelia que marcou a metade final da década de 60. Foi vítima dos próprios abusos, entrou em depressão, mudou-se de vez para o mundo da lua, sendo substituído pelo amigo e camarada David Gilmour. Das performances fora de órbita à homenagem do grande clássico Dark Side of the Moon, lançou dois LPs, mas continuou na obscuridade. Ironia total para um artífice da onda psicodélica e progressiva que tomou de assalto o rock. Syd Barret morreu relativamente novo, quando muitos contemporâneos ainda estão na ativa ou tentam retornar de viagens de todos os tipos. Dizem que morreu em paz. É provável mesmo. Há muito que o louco já havia retomado a lucidez genial que o tornaram um ídolo eterno aos amantes do rock.
enviada por Cassio
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