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13/07/2006 10:50
ANOS 70
A década do desbunde e dos excessos. Com o estabelecimento do rock como trilha da juventude e a transformação dos grupos e cantores em ídolos pop, ficou muito claro o distanciamento das idéias iniciais e da própria postura original. O que antes era rebeldia, agora se tornava interpretação. O rock virou um amontoado de rótulos e poses. A violência entronizada nos eventos, a glamourização e uma rebeldia estilizada criaram a expressão Pop Star. Os Beatles acabaram, Elvis cantava nos cassinos de Las Vegas, os Stones seguravam as pontas, o Hard Rock deu origem ao Heavy Metal, Iggy Pop e os Stooges antecipavam o furacão Punk que viria na segunda metade da década, Alice Cooper e David Bowie encheram a música de purpurina, caras e poses e a crise criativa levou a uma busca das origens. Foi necessário um bando de garotos ingleses, reféns da crise deflagrada pelo governo conservador da Dama de Ferro Margareth Tatcher, descarregar no rock toda sua ira. Johnny Rotten, Sid Vicious, Joe Strumer, ou melhor, Sex Pistols, The Clash, Buzzcocks, metralhadoras que apontavam para toda a frescuragem e babaquice que transformaram o bom e velho rock and roll em veículos para os egos inflados nos rocks sinfônicos e pobres de atitude. Uma verdadeira revolução, que varreu a poeira da mediocridade e devolveu a atitude e a rebeldia perdidas.
enviada por Cassio
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