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14/07/2006 16:54
ANOS 90
A miscelânea em que se tornou a música pop relegou o rock aos
independentes e alternativos, que ficaram à margem da indústria e
mantiveram acesa a chama dos tempos de Chuck Berry e cia. Mas o marasmo
foi sacudido por uma onda vinda de Seattle, EUA. Um terremoto digno dos
punks setentistas, guardadas as devidas proporções. Nirvana, Alice in
Chains, Pearl Jam e uma penca de grupos surgiram com letras
inteligentes e simples, energia para dar e vender, aliás venderam
muito, e voltou os olhos da indústria novamente para o rock e os
anseios de uma geração que não apreciava os demais ritmos à disposição.
Uma sobrevida, ou uma revivida que forjou novos ídolos e ícones, como
Curt Cobain. O rock já não se valia dos meros três acordes que o
originaram, nem precisava se esquivar das influências sonoras vindas de
outros gêneros. Apenas mostrou que não podia prescindir da rebeldia e
do inconformismo básicos. O lado ruim é que desencavou uma porção de
grupos e artistas que já estavam aposentados e resolveram buscar na
indústria do entretenimento o dinheiro gasto nos excessos e viagens ao
longo dos anos. Retornos e revivals dispensáveis e melancólicos, salvo
uma ou outra exceção. Mas o rock and roll mostrou que está mais vivo do
que nunca, e mesmo com as perdas cada vez mais frequentes de seus
expoentes, não pode jamais morrer, como dizia o grande e inigualável
Neil Young. Hey Hey My My...
enviada por Cassio
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