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19/07/2006 11:14
Da série Minhas Crônicas
PALAVRAS...
Venho de uma família intimamente ligada às artes, à educação e ao jornalismo, portanto, às letras. Desde novo me acostumei com a leitura e a escrita. Carrego comigo o apreço e a paixão pelas palavras. Mais até do que conversa e bate-papo, me sinto à vontade escrevendo. Por conta disso tenho a exata noção do peso que a palavra pode adquirir. Palavras mal usadas podem se tornar extremamente potentes e perigosas. De acordo com a intenção de quem as escreve ou profere, podem funcionar como um soco no estômago, um golpe fatal capaz de levar à lona ou baixar o astral de qualquer um. Num efeito contrário, podem também soar como melodia numa bela canção, ou ter significado especial, em forma de poema e lirismo. O peso varia de acordo com a vontade de quem usa e com a sensibilidade de quem ouve ou lê. As palavras podem martelar nossas cabeças, pressionar e atrapalhar o pensamento, carregar a alma e ferir o coração. Também podem tornar mais doce a vida, mais belos nossos dias, mais alegre nossa existência, dar um rumo aos sentimentos. Mas para quem vive das palavras, quem as escreve, as dita e brada aos quatro cantos, nada tem efeito tão devastador quanto a indiferença. A sensação quixotesca de enfrentar moinhos e dragões, percebendo depois que tudo foi em vão, como se estivéssemos pregando no deserto, para usar uma figura de linguagem bem comum. Palavras ao vento, soltas como plumas, sem destino certo, à procura de alguém que as entenda, absorvendo os significados e captando as mensagens. Estamos sempre trcendo para que o vento as leve a um porto seguro, e que assumam o papel a elas destinado. Atingir corações e mentes.
enviada por Cassio
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